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  • Alexandre Furniel

Vinho Congelado vale!

Congele seu vinho depois de aberto!!!

Em um encontro entre confrades em São Paulo, um amigo Sérgio Bonachela, destacou que havia lido um artigo sobre congelamento de vinho, do primeiro Master Sommelier e Master of wine do mundo. Trata-se de Ronn wiegand, o qual falou sobre como conservar o vinho após sua abertura para o consumo a posteriore em um artigo publicado em um livro chamado Os Segredos dos Vinho(Ed. Prumo)

Todos sabemos que temos uma certa dificuldade em guardar uma garrafa de vinho após sua abertura, cujo consumo não foi completo. Temos basicamente 3 recursos: arrolhar a garrafa com a mesma rolha sacada; utilizar o vac au vin ; e agora a hipótese de congelarmos o vinho após sua abertura.

O que tenta evitar é o fenômeno da oxidação que nada mais é do que a reação com o oxigênio e contato com o vinho. No caso do primeiro método, este é valido não para conservar o conteúdo da garrafa não consumido, mas nada mais do que um processo de tapar a garrafa enquanto se está consumindo, nada mais do que isso, pois é nesse método que a oxidação ocorrerá em franco desenvolvimento.

No segundo método, trata-se colocar na garrafa aberta uma rolha de silicone com uma vávula para se adaptar a uma bomba, que retirará o ar de dentro da garrafa e assim evitando sua oxidação. Esse método se mostrou relativamente eficaz em sua tentativa, porém para a maioria dos vinhos sua validade é de 24, além de ressaltarmos que no ato de extrair o ar pela bomba, esta também suga substratos aromáticos do próprio vinho. Mas até então era o mais utilizado, inclusive por mim até hoje.

Todos eles seriam acrescidos do resfriamento em uma geladeira, o que para a garrafa de vinho com um pouco de oxigênio, não é muito boa. O oxigênio resfriado, torna-se mais solúvel, aumentando a velocidade da reação.

Recentemente tenho feito alguns experimentos a partir da possibilidade do congelamento e algumas pequenas pesquisas, entre elas com alguns amigos professores de química sobre as propriedades do congelamento e as possíveis perdas que ele poderia trazer. A afirmação foi negativa, inclusive para os espumantes, que não perderiam sua pressão.

Certo é que o congelamento não altera em nada as propriedades e a composição do vinho, então , por que não testar seus efeitos dentro do campo da percepção organoléptica. Após aberto o vinho não consumido, este deveria ser transferido para um recipiente menor, cuja quantidade de oxigênio seria rebaixada. Ao não fazê-lo, podemos guardar a garrafa no congelador, sem prazo definido e quando formos tomá-lo, descongelarmos naturalmente até a temperatura de consumo indicada.

Não há nada cientificamente testado na área, portanto convido a todos a fazerem seus testes com duas garrafas do mesmo vinho pela metade. Uma congele e a outra utilize o Vác au vin. Depois de 24h descongele a primeira e destape a segunda e avalie. Se quiser radicalizar utilize o conteúdo de uma das metades de uma das garrafas e coloque em formas de gelo caseira e faça as três amostras.

Aproveitem e me escrevam para comentarem os resultados.

Alexandre Furniel

Sommelier e sociólogo

alexandre@benditovinho.com.br


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