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  • Alexandre Furniel

Um Brinde com as Estrelas

Atualizado: 2 de Jul de 2019

Champagne, um brinde com as estrelas!

Utilizado para grandes celebrações, momentos únicos e inesquecíveis ou simplesmente para desfrutar de um prazer refrescante, esta bebida é oriunda de um lugar muito especial.

Entre os séculos XIII e XIV essa região era uma das mais importantes rotas comerciais da Europa, a Rota de Champagne, ligava o norte da Itália á Flandres. Uma rota terrestre marcante que interligava boa parte do velho mundo, a rota do campo, a campanha ou simplesmente em francês, Champagne.

Mas essa tradição é mais antiga do que pensamos. No século IX o Império de Carlos Magno foi dividido em três partes pelo Tratado de Verdum de 843 em França Oriental, Ocidental e Central. Exatamente a França Ocidental, ficou com um de seus netos, Carlos o Calvo que dará origem a atual França.

A tradicional região de Champagne na França, é detentora de uma particularidade, a partir da coroação do filho de Carlos Magno e pai de Carlos o Calvo, a região foi consagrada para serem coroados os reis da França. È certo que não podemos dizer que já bebiam um vinho espumante, mas certamente estavam dando origem a primeira DOC conhecida e fundada no mundo, graças a Carlos magno.( por favor completar , li os artigos mas faltou esse trecho que me comentou)

Todo champagne é um espumante, mas nem todo espumante é um champagne!

O champagne é um tipo especial de espumante, é um DOC — Denominação de Origem Controlada —, ou seja, só os produtores demarcados e classificados podem produzir um champagne.

Basicamente temos dois métodos : Tradicional ou Clássico, que apesar de não serem os mesmos vamos tomar com sendo neste momento e o charmat. Trata-se originalmente, em ambos os casos de um vinho base, isso que dizer que antes de ser um vinho espumante, o Champagne foi um vinho denomidado de tranqüilo. A partir daí é que o mundo se divide. Para ser um champagne é necessário que se faça a segunda fermetação nas garrafas. Durante esse período, a garrafa descansa inclinada a 45 graus em pupitres, para que as leveduras mortas venham para o gargalo. Todos os dias, um operário faz a remoagem (remuage), um giro de ¼ de volta, garrafa por garrafa. Após retiradas as leveduras mortas, por congelamento acrescenta-se ou não o chamado liquor de expedição para se obter a dosagem desejada.

No segundo caso esse processo se realiza em autoclaves, devidamente vedadas e ai sim vai para as garrafas onde se aplica a dosagem. Ai já não temos mais um champagne.

Outros lugares da França ou do mundo ao realizarem a produção de seus espumantes irão batizar com outros nomes, mesmo que se façam com as mesmas uvas( Pinot Noir, Chardonnay e Pinot Munier) ou com qualquer outra uva, ainda que no mesmo método clássico de Champagne.

Estamos falando dos cremant. Cremant deAlsáce ou Cremant de Loire, por exemplo. Já na Alemanha é chamado de Sekt. Na Inglaterra e EUA é denominado de Sparkling wine.Na Espanha de Cava e no Brasil espumantes.

Independentemente de qualquer método ou país, seja um espumante ou um Champagne, parafraseando Napoleão: Para celebrar as vitórias ou chorar com as derrotas, é um produto que para mim é como estar com as estrelas. Tomar um gole desse néctar é elevar-se aos céus, é como estar no meio das estrelas. Nessa edição comemorativa eu não poderia abordar outro assunto que não os maravilhosos Champagnes. Felicidades aos amigos e Tim-Tim



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